Aluno da TN vence luta contra a depressão e ganha seu primeiro cinturão; Veja o que diz psicóloga sobre superação

Aluno da TN vence luta contra a depressão e ganha seu primeiro cinturão; Veja o que diz psicóloga sobre superação

Daniel Cipriano, de 22 anos, mostrou que a dedicação e o empenho são adjetivos essenciais para o ser humano. No último dia 17 de setembro, ganhou o cinturão da competição TFC, em sua primeira luta, no Country Club da Praça Seca, no Rio de Janeiro, e quer usar bom momento como projeção para outras lutas.  

Daniel Cipriano é a prova de que as artes marciais podem mudar vidas. Com pouco mais de 20 anos, este atleta encontrou no Muay Thai o estímulo que precisava para vencer uma das doenças mais graves da atualidade: a depressão. Além de todo este sofrimento, o lutador também precisou ganhar de outra doença, o ataque de pânico e graças à terapia encontrou o caminho dos esportes e se tornou um exemplo de superação dentro e fora dos tatames.

O caminho não é tão fácil até chegar na academia todos os dias. Morando longe da Team Nogueira do Recreio, Daniel precisa acordar cedo para chegar a tempo dos horários de seus treinos. Ele treina cinco dias por semana, das 6h30 às 21h.

 

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“Eu comecei a treinar por essa questão da depressão, eu queria uma ajuda para esse problema que não fosse remédio, então eu pesquisei com a minha psicóloga e vi que lutar podia me ajudar, procurei uma boa academia com bons profissionais e achei a Team Nogueira. Mesmo morando muito longe eu achei melhor ter o trabalho de ir para academia do que sofrer em casa e hoje posso dizer que estou muito melhor nessa questão”, avalia Daniel Cipriano.

De acordo com o seu mestre Diego Baiano, que o adotou praticamente como filho, Daniel tem um futuro muito promissor no MMA e o seu objetivo é participar de eventos que o possam qualificar a participar do UFC.  “Daniel veio me procurar para sair da depressão porque havia descoberto durante uma sessão de terapia que lutar poderia fazer com que ele deixasse de lado os medos, as ansiedades e ajudaria a ele enfrentar os desafios do dia a dia. A sua crise de pânico sempre foi algo que mexeu com ele, mas ao se tornar um lutador ele pôde enfrentar de cara a cara todos os seus monstros e venceu todos eles. Hoje ele quer se tornar um grau preto de Muay Thai e estamos trabalhando para isso”, ressalta Diego Baiano.

A filosofia das artes marciais contribui para desenvolver estes valores, não é à toa que muitos pais colocam seus filhos no espaço Team Nogueira Kids, pois desde cedo eles aprendem a ter mais disciplina, a serem menos agressivos, a desenvolverem aptidões físicas e terem mais contato social com crianças da sua idade.

Assim, eles têm a chance de crescerem mais seguros e conscientes dos desafios que a vida nos proporciona na fase adulta.

Para a psicóloga Camila Araújo, a filosofia proposta pelas artes marciais faz com que uma pessoa seja encorajada a desenvolver melhor as suas relações sociais e aumentar sua habilidades de comunicação. Por ser uma prática coletiva,  o indivíduo acaba percebendo a necessidade de adequar certos comportamentos e levando essa melhora para os momentos da vida: na família, no bairro, condomínio, etc. Tudo isso é possível também porque o trabalho das artes marciais reforça outro ponto importante que é a autoestima, essencial para quem está em processo de depressão.

 

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