“Quando o corpo não aguenta, a moral sustenta”

“Quando o corpo não aguenta, a moral sustenta”

Foto: Bruninha e Renatinha durante aula do mestre Fábio Soró. | Créditos: Emy @emyy.cm (instagram)

Por muitas vezes já passou das 22h e o Rogério Minotouro, em seu treino, para tudo e vem bater na minha mão feliz por eu estar saindo do dojô depois de mais um treino de jiu-jitsu. Dentro da concepção dele, nada mais importante para a sua assessora de imprensa entender do assunto ao qual ela precisa dominar na prática, ou seja, lutando.

Eu confesso que muitas vezes eu não consigo ir para o treino, pois existem muitas tarefas no meu dia a dia e, claro, todas feitas com amor. Eu sou mãe, sou esposa, sou profissional e o jiu-jitsu tem um lugar guardado no meu coração e eu nunca desisto dele. Por mais que há dias que eu não consiga ir à aula, eu penso nele e sinto saudades dele. Sim, como se o jiu-jitsu fosse uma pessoa.

Eu sou igual a todos os alunos que estão matriculados na Team Nogueira. Todos nós temos nossas tarefas diárias, mas frequentamos as aulas porque amamos artes marciais.  No entanto, há horas que a gente dá uma desanimada, o corpo não aguenta o ritmo e pensamos em só descansar um pouco mais…

Então, o que fazer nestas horas? Meu amigo Mosquito me disse que ‘quando o corpo não aguenta, a moral sustenta’ e eu resolvi pegar emprestada esta frase para compor o título da minha crônica de hoje. Quando eu estava pensando no tema da semana, passando todos os acontecimentos que ocorreram comigo para preparar algo para os leitores, percebi que o título caiu como uma luva para uma experiência a qual passei em uma das aulas de jiu-jitsu.

Mesmo depois de quase duas semanas faltando direto eu consegui duas finalizações e pensei comigo mesma: um faixa preta foi um faixa branca que nunca desistiu. Neste dia eu descobri que mesmo cansada a beça, mesmo o meu corpo quase não me sustentando, a minha moral me ajudou.

O significado de moral nada mais é que ‘pertencente ao domínio do homem’ e o que eu fiz foi exatamente isso, acreditei que eu podia algo mais e o que eu apreendi com toda a metodologia das aulas estava dando resultado, mesmo depois de um tempo sem treinar.

Certa vez um amigo me disse que você até pode deixar de praticar artes marciais, mas que os valores que você aprende com ela nunca mais deixarão você. E, isto é verdade. É como andar de bicicleta, todos os ensinamentos que eu tive foram lembrados quando eu mais precisei para sustentar a minha moral e acreditar que eu poderia avançar mais algumas casas.

Hoje eu sou uma faixa branca iniciante que trabalha, que é mãe e tem muitas outras responsabilidades, mas aprendi que o espírito da filosofia das artes marciais tem a ver com perseverança. Nunca desista de você e dos seus sonhos. E quando o corpo estiver saturado, não deixe a sua melhor desculpa te impedir de sentir novamente a emoção que é de entrar no dojô sempre que possível.

Oss!

*Tamyris Torres é jornalista e pós graduada em jornalismo esportivo e  negócios do esporte

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